Jornalismo ambiental: muito além da competência técnica

Jornalismo ambiental: muito além da competência técnica

A cobertura de temas especializados, quaisquer que sejam as mídias utilizadas, não pode limitar-se à observância dos atributos que tradicionalmente definem a competência da produção jornalística, como uma pauta relevante, entrevistas bem conduzidas, texto fluente e adequado ao perfil da audiência, ou mesmo uma edição bem cuidada.

Os desafios para uma cobertura ambiental competente não se encerram nos aspectos internos inerentes à produção jornalística porque há constrangimentos externos importantes para o desenvolvimento desta prática. De maneira geral, eles podem ser identificados com dificuldade (e até a impossibilidade) de acesso a informações relevantes para subsidiar a cobertura ambiental; pressões de natureza política ou empresarial que buscam impedir a divulgação de determinados fatos ou informações ou que contribuem para sua distorção; comprometimento de fontes, tidas como respeitáveis, que, dissimuladamente, fazem o jogo dos grandes interesses.

Levar em conta a existência destas distorções que comprometem a cobertura ambiental não significa assumir que a competência técnica possa ser descartada, quando se considera o “fazer jornalístico”, em particular o associado à cobertura ambiental. A inobservância de critérios técnicos, legitimamente consolidados, penaliza a qualidade das notícias ou reportagens ambientais.

Esta é apenas uma degustação do artigo escrito por Wilson da Costa Bueno. O texto completo será publicado na revista Jornalismo Ambiental que será distribuída durante o VI CBJA.