A relevância do Jornalismo Socioambiental

A relevância do Jornalismo Socioambiental

As inovações tecnológicas estão, sem dúvida, provocando uma verdadeira revolução na vida moderna e, consequentemente, na forma com que geramos e consumimos informação. Minha querida avó, Margarida d’ Oliveira – fã de todo tipo de livros, especialmente os de poesia e romance policial, tendo-se arriscado a produzir alguma de boa qualidade – jamais imaginaria, no início do Século 20, que um dia sua bisneta, minha filha, se tornaria uma qualificada jornalista de mídias digitais.

Nem por isso, o meio jornal deixou de existir e muito menos a tradicional rádio. Os pessimistas de plantão se apressarão em dizer que conteúdo pode ser encontrado em gigabites nos mais diversos provedores nos mais diferenciados idiomas e dialetos. Pode ser. Mas o bom e velho Jornalismo continua o mesmo. O que apura, o que denuncia, descortina, faz serviço, informa e transforma. Mudam as formas, os meios, as tecnologias. Ficam os princípios.

Sem uma imprensa livre, ética e independente jamais teremos uma sociedade democrática de fato. A mídia socioambiental tem procurado fazer o seu trabalho de forma íntegra. Não tem sido fácil. Quem desejar empreender nesta área precisará perseverar. Dito isso, não quer dizer que logo eu – sempre tão otimista – vá desestimular quem assim deseje enveredar pelos caminhos desta vertente do Jornalismo. Vá em frente, estude, converse com quem entende da área, esteja nos lugares certos, prepare-se para atuar em rede.

Esta é apenas uma degustação do artigo escrito por Sonia Araripe. O texto completo será publicado na revista Jornalismo Ambiental que será distribuída durante o VI CBJA.