A parte que nos cabe

A parte que nos cabe

Do primeiro Congresso em Santos (2005) até hoje, o universo do jornalismo tem sido alvo de sucessivos terremotos que abalam o mercado e reconfiguram o modelo de negócios. As novas plataformas digitais, a universalização do acesso a internet, a multiplicação ilimitada de “provedores de conteúdo” nas redes, novas estratégias de comunicação e de financiamento das mídias, o questionamento do diploma como condição para o exercício do jornalismo, entre outras questões, indicam que este ofício no século XXI será – em alguns casos já está sendo – algo bem diferente do que vimos até hoje.

A crise ambiental, porém, avança. E o que se espera do jornalista – em qualquer época e sob quaisquer circunstâncias – é que esteja apto a ser um bom “contador de histórias”. Quais as histórias que precisam ser contadas quando o assunto é “sustentabilidade”? Invariavelmente aquelas que contrariam poderosos interesses econômicos e políticos por detrás da crise climática, da escassez de recursos hídricos, da destruição voraz da biodiversidade, da produção monumental de lixo e dos valores prevalentes da sociedade de consumo, entre outros “alvos” desse gênero de jornalismo.

O exercício dessa nobre atividade reclama atualização constante, um autodidatismo quase “quixotesco”, idealista, normalmente sem apoios, e que vislumbra como recompensa a sensação de dever cumprido.

Esta é apenas uma degustação do artigo escrito por André Trigueiro. O texto completo será publicado na revista Jornalismo Ambiental que será distribuída durante o VI CBJA.